terça-feira, 11 de setembro de 2007




PETRAEUS DEFENDE PROLONGAMENTO DE MISSÃO NO IRAQUE


O comandante das forças militares dos Estados Unidos no Iraque, o general David Petraeus, solicitou, ontem, aos congressistas norte-americanos uma moratório de um semestre sobre a eventual retirada de um contingente de militares do Iraque. Petraeus falou de sucesso da missão no terreno e de uma queda considerável da violência. O militar garantiu que se a situação continuar nesse ritmo, o número de soldados pode ser consideravelmente reduzido no ano que vem.

Ryan Crocker, embaixador dos Estados Unidos no Iraque, acompanhou Petraeus durante a visita aos deputados e na ocasião falou de um Iraque "seguro, estável e democrático". Destacou, ainda, que os desenvolvimentos no país não acontecerão a curto prazo.

O encontro dos líderes americanos no Iraque com os congressistas aconteceu numa altura em que o governo Bush traça novas estratégias para o conflito que se arrasta a quatro anos.

George W. Bush, que usa a desculpa do reaparecimento de Osama bin Laden para manter as tropas no terreno,deverá apresentar ao congresso, no próximo dia 15, um relatório sobre o ponto da situação no Iraque.



RELAÇÕES TRANSATLÂNTICAS INSEGURAS


Líderes europeus como Nicolas Sarkosy, Angela Merkel e Gordon Brown são defensores de uma política que incentive parceirias regulares entre a Europa e os Estados Unidos. O estudo Transatlantic Trends 2007 revela que apesar das relações entre a Europa e os Estados Unidos apresentar uma certa harmonia, tanto europeus como norte-americanos mostram-se reservados quanto ao avanço de uma política de alianças.

A guerra no Iraque, os prisioneiros da Baía de Guantanamo, a recusa dos EUA em assinar o Tratado de Quito e a própia figura do presidente Bush são alguns dos pontos que pesam na avaliação dos europeus quando sondados sobre o alargamento das relações Europa-EUA. A preocupação dos norte-americanos recaem sobre as ameaças globais - outro ponto que, também, inquieta os europeus. Especialistas defendem que esses comportamentos podem sofrer uma evolução depois das presidencias norte-americanas de 2008 - quando desaparece a figura de George W. Bush que, segundo sondagens, desperta mais repúdio do que os Estados Unidos em si. Desse modo, tanto um lado quanto o outro, acredita que independente do resultado das presidenciais norte-americanas de 2008, ele vai contribuir para promover um clima favorável nas relações transatlânticas que carecem de estabilidade.

O estudo Transatlantic Trends 2007 avança ainda que europeus e americanos apresentam preocupação idêntica face a países como a Rússia e a China. Quanto à Rússia ambas as partes mostram-se receosas com o fornecimento de armas por parte de Moscou ao Médio Oriente e ao seu papel na qualidade de fornecedor de energia, bem como ao esfacelamento da sua democracia. No que toca a China são unânimes em afirmar que o crescimento do país representa uma ameaça econômica. As posições gerais dos dois povos convergem para o fortalecimento das relações transatlânticas com o fim de combater as ameaças globais.




DATA HISTÓRICA

11,Setembro,2001

O mundo estremeceu com os atentados nos EUA. Neste dia um grupo de terroristas desviou quatro aviões comerciais, dois deles colidiram contra as torres do Wold Trade Center, no coração de Nova York. Um terceiro avião foi desviado para uma colisão contra o Pentágono, na Virgínia. Os restos da quarta arenonave foram descobertos num campo próximo de Shanksville. Osama bin Laden, líder do grupo terrorista Al-Qaeda, é apontado pelo governo norte-americano como o principal responsável pelos ataques.

DITO

"Quem nunca altera a sua opinião é como a água parada e começa a criar répteis no espírito". William Blake

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