POLÊMICA INVADE SALÃO DO LIVRO EM PARIS
O Salão Internacional do Livro em Paris abre as portas hoje envolto numa polêmica de cariz político. Na sequência da decisão dos organizadores do evento em homenagear o Estado judeu de Israel pelos 60 anos de sua criação, vários editores e escritores árabes e muçulmanos resolveram cancelar suas presenças no certame.
O presidente israelita, Shimon Perez, que se encontra em visita oficial à França, desvaloriza o protesto que é justificado pelas milhares de vítimas das ofensivas militares de Israel na Palestina e em Gaza.
Perez, além de participar no evento das letras como convidado de honra, tem agendado um encontro com o presidente francês, Nicolas Sarkosy, para tratar de assuntos relacionados com o processo de paz no Oriente Médio e as relações de Israel com os seus vizinhos.
O presidente da Associação dos Editores Egípcios, Ibrahim Moallem, disse, citado pela edição de hoje do Euronews, que a homenagem do evento literário ao país hebreu coincide com o aniversário de 60 anos da Declaração Universal dos Direitos do Homem e a destruição de Gaza.
Os organizadores do Salão do Livro, considerado um dos maiores eventos literários do mundo, respondem apenas que o convite foi uma forma de laurear os escritos israelitas.
A feira literária parisiense, que conta com a participação de 26 países, fecha as portas no dia 27.
ALEMANHA - RELIGIÃO ISLÂMICA ENSINADA NAS ESCOLAS PÚBLICAS
O governo alemão resolveu alargar a grade curricular das escolas públicas do país com a introdução do ensino do Islã. A medida visa integrar os 3,3 milhões de muçulmanos que habitam na Alemanha.
A nova disciplina será ensinada em língua germânica e por professores formados na Alemanha.
A comunidade islâmica alemã satisfeita com a decisão do governo diz que venceu uma luta iniciada em 1980 pela incorporação do ensino da religião maometana nas escolas públicas germânicas que possuem cerca de 700 mil alunos muçulmanos.
As religiões cristãs, predominantes no país, apoiam a medida governamental.
PROTESTOS NO TIBETE
Essa sexta-feira centenas de manifestantes, liderados por monges budistas, saíram às ruas de Lhasa, capital tibetana, em protesto contra os 49 anos de domínio chinês no país.
As últimas notícias dão conta que os protestantes atearam fogo em várias viaturas da polícia e do exército.
Desde o início da semana que a tensão vem aumentando no Tibete. O desespero já levou dois monges a tentar suicídio e outros a provocar ferimentos no próprio corpo. O governo chinês tenta reprimir os protestos encerrando vários mosteiros ao redor do país.
Os manifestantes tentam chamar a atenção do mundo para a forma como a China administra o Tibete e surge meses antes das Olimpíadas de Pequim que acontecem em Agosto.
O Tibete é um país asiático que faz fronteira com a Índia, Nepal, Butão, Burma e China. Em 1950 a China invade o país e nove anos depois a oposição tibetana é derrotada numa luta armada. Durante o conflito o Dalai Lama, líder político e espiritual do Tibete, foge para a Índia, onde vive até os dias atuais.
EFEMÉRIDE
14,Março,1879 - Nasce Albert Einstein em Wuttemburg, Alemanha. As teorias da relatividade geral e especial de Einstein alteraram radicalmente a visão que a ciência tinha do universo.
DITO
"Os cientistas foram classificados como grandes hereges pela igreja, mas eles eram verdadeiros homens religiosos por causa da sua fé no método do universo." A. Einstein
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