quinta-feira, 19 de julho de 2007


LEGISLATIVAS FRANCESAS


Lisboa,12,junho - Por razões logisticas, as eleições legislativas francesas começaram, domingo, 2, na Polinésia Francesa (território localizado no Oceano Pacífico entre a América do sul e a Austrália-desde 1843 sob domínio françês). No resto do país os eleitores foram às urnas no dia 11 (primeira volta). No próximo domingo, 17, as legislativas francesas se consolidam numa segunda volta.

A Polinésia Francesa - possui 170 mil eleitores e é formada por 118 ilhas, sendo o Haiti a mais conhecida.Vinte e dois candidatos disputaram as as duas cadeiras destinadas ao território. Michel Buillaro, apoiado pelo presidente françês, Nicolas Sarkozy e o autonomista, Bruno Sandras foram os vitoriosos.

De acordo com as previsões dos institutos de sondagens, com os resultados da primeira volta de domingo, 11 , o partido da direita UMP, de Sarkozy, pode conquistar até 500 dos 577 mandatos da assembléia. O partido socialista, de Sèrgolene Royal, candidata a presidência derrotada por Sarkozy, patina nessas legislativas. As estimativas apontam que o PS só elegerá entre 60 e 170 deputados. Posição baseada, também, no resultado da primeira volta: apenas um dos 110 eleitos é socialista. A recorde abstenção de 40% pode ter , particularmente, contribuido para essa esmagadora derrota.

A esquerda já iniciou uma mobilização convocando eleitores e formando alianças, para tentar diminuir as chances de resultados ainda piores na segunda volta. Royal fez um apelo aos que ficaram em casa, principalmente aos jovens, no sentido de que não deixem de ir às urnas no próximo domingo."Têm que ir votar, em primeiro lugar por vós próprios," conclamou a socialista.

O eleitorado françês, mais um vez concede um voto de confiança a Nicolas Sarkozy.O líder do governo françês, ainda não se pronunciou, guarda o discurso da vitória para depois da segunda rodada. Para os principais dirigentes do seu partido, "as coisas" só ficam resolvidas após a noite de 17 de julho. O primeiro-ministro, Francois Fillon, eleito na primeira volta, continua participando de comícios em apoio aos restantes candidatos do partido.

As previsões para o partido comunista são pouco animadoras. Tudo indica que o partido poderá perder parte dos seus 21 mandatos atuais e ficar sem grupo parlamentar.

O ultradireitista, Jean-Marie Le Pen, da Frente Nacional (FN), alimenta a esperança de garantir um lugar na assembléia. Marine, candidata e filha do líder, disputa uma cadeira na segunda volta.
Os verdes esperam manter os 3 deputados que detinham nesta assembléia, ainda não é certo conseguirem.

Os imigrantes portugueses em França sairam em vantagem neste pleito eleitoral. O presidente da associação dos portugueses eleitos nas autarquias francesas (CIVICA), Paulo Marques, revelou que seis luso-descendentes passaram à segunda volta nestas legislativas As pesquisas dão, pelo menos dois, como eleitos. Em França vive mais de 1 milhão de portugueses e luso-descendentes. Mas para as eleições legislativas votam apenas os que têm nacionalidade francesa.
Nestas eleições serão eleitos 577 deputados entre 7.750 candidatos. Com uma esquerda enfraquecida e minada por desajustes internos, Sarkozy disporá da grande maioria que desejava para aplicar sua política de "rotura"." A maioria presidencial fica dotada de um mandato muito claro: fazer o que prometeu", escreveu o Le Fígaro.

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