quarta-feira, 18 de julho de 2007

PRESIDENCIAIS FRANCESAS

Lisboa,09,maio -Em eleição histórica, com participação de mais de 85% do eleitorado francês, foi eleito,domingo, 6 de maio, o sucessor de Jacques Chirac.O conservador, Nicolas Sarkozy, 52, venceu com 53% dos votos contra 47% da sua adversária, a socialista Sèrgolene Royal.

De acordo com a imprensa internacional a vitória de Sarkozy representa uma ruptura com o passado e uma renovação da direita.Para o jornal "El Mundo"(Epanha), Sarkozy ganhou por reunir três condições clásicas para triunfar nas eleições: uma liderança, um partido e um programa.Na visão do Presidente da Comissão Européia, o português, José Manuel Durão Barroso, ganhou o "sim à Europa". Durão congragtulou, também, a candidata derrotada e elogiou a forma como a mesma conduziu a sua campanha.

A vitória do partido conservador foi marcada por ondas de protestos nas principais cidades francesas. Houve confrontos entre a polícia e manifestantes hostis ao candidato eleito.Segundo o balanço da polícia os detidos somam 270 e houve 367 automóveis incendiados.

Os principais distúrbios tiveram lugar na Praça da Bastilha - local emblemático onde tradicionalmente a esquerda celebra suas vitórias. Cerca de 5 mil pessoas juntaram-se ao protesto. Na outra margem do rio sena - na Praça da República - centenas de manifestantes procedentes da sede do partido socialista reuniram-se sem incidentes notáveis.

No discurso da vitória, na Praça de La Concorde, o presidente eleito falou para cerca de 30 mil pessoas - destacando que o povo françês escolheu a mudança - escolheu romper usos e costumes do passado. Ainda em seu discurso acenou para os Estados Unidos, África e para a União Européia(UE).Assegurou que seu país "está outra vez na Europa".

Sarkozy assumirá o cargo oficialmente a 16 de maio. Na linha de frente do seu programa de governo está o desemprego e a imigração, além da aspiração de tornar a França a principal economia da Europa. Nessa questão terá que se debater com a Alemanha e o Reino Unido - ambos disputam a mesma posição.

Sindicatos e uniões trabalhistas baterão de frente com o novo governo.Já manifestaram descontentamento devido aos planos de reforma que tornarão mais fácil a contratação e demissão por parte das empresas.

Francois Fillon, assessor de Sarkozy, declarou que o presidente eleito deverá permanecer fora da vida pública e de Paris por alguns dias para organizar estratégias de governo.

As hostilidades enfrentadas já no discurso de posse representam um forte indício de que a vida de Nicolas Sarkozy não será fácil nos próximos anos.

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