quinta-feira, 19 de julho de 2007
UE APOSTA EM PARCEIRIA ESTRATÉGICA COM O BRASIL
Lisboa,o2,junho - Na semana passada o Brasil esteve na pauta das discursões em Bruxelas. A Comunidade Européia (CE) apresentou um documento cujo teor propõe que o Brasil se torne o "oitavo parceiro estratégico da UE". Estatuto reconhecido atualmente com os Estados Unidos, Canadá, China, India, Japão, Rússia e África do Sul -nações que participam de reuniões anuais do mais alto escalão com a UE.
Bruxelas pretende lançar essa parceiria estratégica na primeira cimeira UE/BRASIL que acontece em Lisboa a 4 de julho - início da presidência portuguesa do bloco europeu que se encerra em dezembro.Na cúpula euro-brasileira a parte européia será chefiada pelo líder do governo português, José Sócrates. A delegação brasileira ficará a cargo do presidente do Brasil,Luís Inácio Lula da Silva.
As áreas prioritárias de ação da parceiria recaem sobre a promoção dos direitos humanos, as gestões ambientais ( em especial as alterações climáticas, as gestões dos recursos hídricos e a biodiversidade) e a energia. A proposta da UE - que tem o Brasil como mercado mais importante na América Latina e que reconhece o papel relevante deste país na cena internacional -realça, também, a importância de um diálogo reforçado para apoiar a conclusão de um acordo com o MERCOSUL.
Para o embaixador de Portugal no Brasil, Francisco Seixas da Costa, que mostra-se bastante entusiasmado com esse projeto, "todos os países da UE têm grande interesse nas relações com o Brasil, mas provavelmente Portugal será o que de forma sistemática e mais ofensiva coloca sempre os interesses do Brasil bem alto".
O ex-presidente português, Mário Soares (1986-1996) em recente palestra na capital brasileira (Brasília), criticou a paralisia da UE, que no seu entender, é o grande desafio da presidência portuguesa do bloco, no segundo semestre desse ano.
Por fim, o documento de Bruxelas sugere reforços de cooperação em setores e áreas de interesses mútuos como as questões econômicas e financeiras, a sociedade da informação, a ciência e a tecnologia, os transportes aéreos e marítimos, a navegação por satélite, as questões sociais e o desenvolvimento regional, além de ações para aproximar os povos através do sistema de intercâmbio de estudantes universitários "Erasmus Mundus" e do diálogo cultural.
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