quarta-feira, 18 de julho de 2007


RETOMADAS AS NEGOCIAÇÕES DE ADESÃO DA TURQUIA A UE

As negociações de adesão da Turquia à União Européia (UE) foram interrompidas na sequência da recusa turca em abrir seus portos e aeroportos aos transportes cipriotas-gregos. Bruxelas retoma as negociações (iniciadas em outubro de 2005) e já enfrenta forte resistência do novo chefe de Estado françês, Nicolas Sarkozy, que defende antes uma união mediterrânica com países das duas margens do mar - dedicada a fomentar o desenvolvimento e controle da imigração."Acredito que a Turquia não tem lugar na UE e não mudei de opinião", declarou Sarkozy em entrevista coletiva durante sua visita inaugural à Comissão Européia (CE).

O presidente da CE, José Manuel Durão Barroso, Lembrou que a adesão da Turquia é negociada sobre um mandato aprovado por unanimidade pelos Estados-membros e afirmou que "caso um Estado ou vários queiram suspender ou mudar esse mandato, deverão assumir a iniciativa e as consequências". "A nossa posição é de que devemos prosseguir as negociações", esclareceu Barroso.

Para muitos europeus é impossível conciliar os valores judaico-cristãos com o que prega o islão. Temem que essa união possa gerar um conflito religioso dentro das muralhas européias. Defendem que a Europa deve crescer no seu espaço geográfico expandindo-se mais para leste, em vez de albergar um Estado que é mais asiático que europeu.

A Turquia apresenta uma economia atrasada, uma agricultura arcaica e a industria e o comércio não estão suficientemente desenvolvidos - o que pode dificultar possíveis parceirias européias. Ancara promete que vai tentar reverter essa situação.

Segundo estudos divulgados pela UE a adesão da Turquia custaria aos cofres da união entre 17 e 29 milhões de euros por ano. Cerca de 0,17% do PIB europeu. Chefes de Estado e principalmente líderes de países pequenos cujas economias dependem dos fundos europeus negam-se a dividir a sua fatia do bolo com os turcos.

O fato de ainda existirem presos políticos (destaque para o caso flagrante de Leyla Zana - antiga deputada e militante dos direitos da minoria curda - detida durante 10 anos-só este ano e graças a fortes pressões de Bruxelas é que Zana foi libertada pelo o governo de Ancara), censura à liberdade de expressão, mulheres desrespeitadas impunemente podem desfavorecer a Turquia no processo de integração ao bloco europeu. Chipre é outro problema que fragiliza a candidatura turca ao bloco. Seguindo as exigências da CE a Turquia terá que retirar suas tropas do norte da ilha (ocupada desde 1974), desfazer a divisão que ainda existe e reconhecer a República do Chipre como Estado legítimo.

Os chefes da diplomacia européia decidiram que os progressos que a Turquia venha a registrar no cumprimento das suas obrigações serão revistos anualmente. Deixam claro que se Ancara pretende entrar no espaço europeu tem que eliminar definitivamente os desrespeitos aos direitos humanos.


INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES
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TURQUIA ( criada em 1923 com a dissolução do Império Otomano - após a 1ª Guerra Mundial)

PAÍS EUROASIÁTICO : TRÁCIA (EUROPA) E ANATÓLIA (ÁSIA -CERCA DE 97% TERRITÓRIO)

CAPITAL - ANCARA
MOEDA - LIRA TURCA
POPULAÇÃO - MAIS DE 70 MILHÕES DE HAB.
SIST. DE GOVERNO - PARLAMENTAR
RELIGIÃO - 99% POPULAÇÃO MUÇULMANA


ANOTE AÍ!

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Júlio César proferiu suas palavras famosas "VENI, VIDI, VICI", perto de Ancara no ano 47 a.C

#Duas das 7 maravilhas do mundo antigo foram levantadas em Anatólia : O templo de Artemis e o Mausoléu de Helicarnasso.

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