quarta-feira, 18 de julho de 2007

O BRASIL NA ROTA DA UNIÃO EUROPÉIA (UE)

Lisboa,maio -A UE numa postura pró-globalização dirige suas atenções para o chamado bloco do Bric (Brasil, Rússia, India e China) - maiores economias emergentes.

No segundo semestre desse ano, Portugal assume a presidência rotativa da UE. A conselheira do primeiro-ministro luso, Maria João Rodrigues, defende que a UE deve está atenta ao Brasil."A UE precisa resolver o problema da coerência, já que aposta em políticas com parceiros terceiros que não batem certo com as suas própias políticas", finaliza Maria João.

O embaixador de Portugal no Brasil, Francisco Seixas da Costa, afirmou que Portugal vai propor, durante a presidência rotativa da UE, que o bloco europeu conceda ao Brasil o estatuto de parceiria estratégica. Esse estatuto garante a realização de um diálogo anual do mais alto nível - é mantido atualmente entre o bloco europeu e países como os Estados Unidos, Canadá, China, Rússia, Japão e India. Seixas da Costa destaca, entre outros, a importância do Brasil nesta parceiria nas discursões dos biocombustíveis e de políticas para conter o aquecimento global.

A UE já costura negociações comerciais com o MERCOSUL (Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai e Venezuela). O avanço dessas negociações depende dos desenvolvimentos da Rodada de Doha, da Organização Mundial do Comércio (OMC) - desafio iniciado logo após os ataques do 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos cujo objetivo é diminuir as barreiras comerciais em todo o mundo, com foco no livre comércio para os países em desenvolvimento. Para a UE o MERCOSUL representa um grande mercado para as suas exportações e o destino de vultuosos investimentos.

Em entrevista a um programa de TV brasileiro, o embaixador Seixas da Costa, disse que o Brasil é, de entre os países emergentes, aquele cujo estatuto de relacionamento e diálogo estruturado com a UE está menos desenvolvido. Ele garantiu que enquanto Portugal estiver no comando da presidência da UE tudo fará para estreitar a relação do bloco europeu com o Brasil.

Apesar do interesse dos líderes europeus em manter parceirias com os países do cone sul, a prioridade no momento recai sobre o gigante asiático, China. País que representa a segunda maior parceiria comercial com a UE, depois dos Estados Unidos. O rápido desenvolvimento econômico da China, nos últimos 20 anos, causou um impacto significativo nas relações políticas, econômicas e comerciais com a UE.

O Brasil e a Europa possuem diversas afinidades históricas e culturais, o que deverá contribuir para propocionar oportunidades favoráveis de parceirias. O que pode penalizar o Brasil nessa aliança européia são as constantes notícias que dão conta de casos de corrupção política, a violação dos direitos humanos e as desigualdades sociais tão evidentes. Se todas essas verdades que tanto pertubam a vida de muitos cidadãos brasileiros forem negligenciadas, esse acordo não se justifica. E o Brasil corre o risco de ser apenas mais um tijolo na construção desse mega edifício.

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